Estruturalismo


O que é?


O estruturalismo foi um movimento europeu, ocorrido no início do século XX, que englobou diversas áreas das ciências humanas. Na área da Linguística, o movimento se iniciou após os trabalhos de Ferdinand Saussure, linguista que diferenciou língua (o suprassistema analisado pelos linguistas) de fala (a fonte de dados para a análise linguística). A partir de então, as investigações do componente sonoro foram feitas tendo como base a unidade mínima de análise fonêmica – o fonema.


Nas correntes estruturalistas, o fonema era considerado não somente a unidade mínima de análise, mas também uma unidade que permitia a segmentação do contínuo da fala. Nessas correntes, a análise do fonema prevalecia sobre outras áreas, tais como morfologia e sintaxe.


Além dos trabalhos de Sausurre (Curso de Linguística Geral - 1916), trabalhos e propostas que contribuíram para o progresso da corrente estruturalista foram realizados por Bloomfield (Language – 1933), Jakobson (Fonema e Fonologia: Ensaios – 1967), Martinet (La Lingüística Sincrônica. Estudos e investigaciones - 1968), Pike (Phonemics – A Technique for Reducing Languages to Writing – 1947), Sapir (Sound Pattern in Languages - 1925) e Trubetzkoy (Principles of Phonology - 1939). Um trabalho em Português que reúne diversos textos importantes sobre fonologia e estruturalismo é Fundamentos Metodológicos da Linguística (DASCAL, 1981).



Características do modelo:


>> Unidade mínima: fonema

>> Métodos de análise:
- Análise de SFS (sons foneticamente semelhantes);
- Análise de pares mínimos para identificação de fonemas;
- Análise de alofones por distribuição complementar.


Críticas ao modelo:


x O modelo segmenta o contínuo da fala em unidades discretas – fonemas.

x O modelo não relaciona os alofones entre si. Por exemplo: o modelo relaciona as consoantes [t] e [d] entre si, mas não relaciona os alofones [tS] e [dZ] entre si.

x A unidade mínima é o fonema (alguns linguístas irão propor outra unidade mínima para os segmentos).

x O modelo não permite generalizações entre fenômenos relacionados. Por exemplo: o modelo não permite dizer que consoantes são labializadas quando seguidas de vogais arredondadas ( /p/ se relaciona a [pW], /b/ se relaciona a [bW], etc.), pois o modelo relaciona apenas os fonemas a seus respectivos alofones.

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